Assista o documentário

"Onde antes havia campo e comunidade, restam chaminés e silêncio".

___ Sinopse

O Gás Invisível: Histórias das Famílias Atingidas pela Termelétrica no Porto do Açu é um curta documental que investiga os impactos humanos e ambientais das termelétricas GNA I e GNA II sobre as comunidades rurais de Mato Escuro e Água Preta, em São João da Barra (RJ). Através de depoimentos de famílias afetadas e entrevistas com especialistas, o projeto revela como a expansão industrial e a implementação da linha de alta tensão transformam a vida local, expondo desigualdades, riscos à saúde e a vulnerabilidade do território. Combinando denúncia, poesia visual e narrativa fotográfica, o trabalho dá voz a quem vive os efeitos invisíveis da indústria, conectando essas histórias à luta global por justiça climática.

Imagens das comunidades de Mato Escuro e Água Preta, São João da Barra (RJ)
Pablo Vergara © 2025.

___ O Projeto

“O Gás Invisível: Histórias das Famílias Atingidas pela Termelétrica no Porto do Açu” é um projeto audiovisual e fotodocumental que investiga os impactos humanos e ambientais provocados pelas emissões de gás metano oriundas das termelétricas GNA I e GNA II, instaladas no complexo industrial do Porto do Açu, no norte do estado do Rio de Janeiro. A partir de um olhar sensível e comprometido com a justiça socioambiental, o trabalho expõe as contradições de um modelo energético que, ao mesmo tempo em que se apresenta como símbolo de desenvolvimento, ameaça silenciosamente a saúde, a terra e o modo de vida das comunidades rurais de Mato Escuro e Água Preta, em São João da Barra.

O projeto é desenvolvido pelo fotógrafo e cineasta Pablo Vergara, que há anos documenta a resistência de pequenos agricultores e pescadores artesanais atingidos pelo avanço do Porto do Açu um dos maiores empreendimentos privados da América Latina. Combinando cinema documental e narrativa fotográfica, “O Gás Invisível” dá rosto e voz às famílias que vivem sob o cheiro constante de hidrocarbonetos liberados pelas usinas. Essas pessoas relatam sintomas de intoxicação, como dores de cabeça, náuseas, tonturas e dificuldades respiratórias, além de um sentimento crescente de medo diante de um inimigo que não se vê, mas se sente no ar.


___ A Produção e a Narrativa

Ao longo da produção, o projeto acompanha o cotidiano de diversas famílias impactadas pela termelétrica e pela implementação da linha de transmissão de alta tensão, registrando suas histórias, experiências e desafios. Além dos relatos das comunidades, foram entrevistados especialistas para contextualizar o conflito socioambiental na região e os impactos da expansão industrial sobre o território, a saúde e o modo de vida local. O curta documental se aproxima do que normalmente é invisível, mostrando de forma sensível as consequências da presença industrial e as desigualdades que afetam essas comunidades.

“O Gás Invisível” propõe um diálogo direto entre o local e o global. Ao mesmo tempo em que registra os efeitos concretos do gás sobre as famílias de Mato Escuro e Água Preta, o trabalho insere essas vozes na discussão mundial sobre as mudanças climáticas, articulando-se com a agenda da COP 30, que ocorrerá no Brasil em 2025.

___ Reflexão Final

Com uma estética que mescla denúncia, poesia e escuta, “O Gás Invisível” se constrói como um testemunho coletivo, onde cada imagem e depoimento compõem uma narrativa de resistência. O projeto se insere no percurso documental de Pablo Vergara, que já foi reconhecido com prêmios internacionais como o Prêmio de Excelência da Syracuse University (EUA), o 1º Lugar no International Photography Awards (IPA) na categoria Meio Ambiente (EUA), o Prêmio Internacional de Fotografia Profissional no Festival Internacional da Imagem (México), o Tokyo International Foto Awards (TIFA) e o World Report Award (Itália), entre outros.

Assim, “O Gás Invisível” não é apenas uma denúncia é também um convite à reflexão sobre os efeitos colaterais do progresso e sobre a urgência de escutar as vozes que resistem, dia após dia, na linha invisível onde a vida rural encontra as fronteiras da indústria global de energia.

Ficha técnica

Direção, Fotografia e Roteiro: Pablo Vergara e Patricia Rodrigues
Produção Executiva: Pablo Vergara
Edição: Juan Pablo Diaz
Duração:5 minutos
Formato: Curta-metragem documental
Locações: Comunidades de Mato Escuro e Água Preta, São João da Barra (RJ), Brasil
Idioma: Português (com legendas em inglês)
Temas: Justiça climática, impactos socioambientais, energia fóssil, saúde pública, resistência rural
Produção Associada: Earthworks (EUA)
Parcerias Locais: Comunidades de Mato Escuro e Água Preta
Ano de Lançamento e Circulação: 2025

“Será que estamos cegos, ou estamos surdos?
Que não vê o absurdo?
O meu grito é a sua voz,
ou então eu sinto muito,

morrendo a natureza,
todos nós morremos juntos.”

O Gás Invisível