Assista e conheça algumas das vozes que constroem o futuro da região.
Em 2025, foram analisados dez indicadores socioeconômicos dos 15 municípios campeões de receitas petrolíferas per capita, como saúde, educação, pobreza e saneamento básico.
Na maior parte dos casos, os municípios petrorrentistas estão entre os piores de seus estados.
Um registro coletivo de vozes e territórios em resistência
Entre os dias 29 de abril e 1º de maio de 2025, representantes de comunidades tradicionais, pescadores, quilombolas, agricultores, pesquisadores, coletivos ambientais e movimentos sociais se reuniram em Macaé e Campos dos Goytacazes para construir, de forma participativa, a Carta da Sociedade Civil do Norte Fluminense à COP 30.
O processo foi marcado pela escuta, pela partilha de experiências e pela união de saberes populares e científicos. Em oficinas, rodas de conversa e plenárias, os participantes mapearam os impactos das chamadas zonas de sacrifício — regiões afetadas pela expansão do petróleo, gás e grandes empreendimentos — e formularam propostas de transição justa e justiça socioambiental.
A carta, resultado desse diálogo coletivo, denuncia o racismo ambiental e a devastação dos ecossistemas locais, mas também aponta caminhos possíveis: energias limpas, fortalecimento da pesca artesanal e da agricultura familiar, tecnologias sociais e novas formas de desenvolvimento baseadas no cuidado e na sustentabilidade.
Mais do que um documento, a carta é um ato de resistência e esperança — um grito coletivo do Norte Fluminense que ecoa até Belém, onde as vozes desses territórios estarão presentes na COP 30, defendendo o direito à vida, à água e à justiça climática.

